A 3ª Conferência de Política para Mulheres de Itaquaquecetuba promoveu um grande debate acerca dos projetos e ações voltadas ao público feminino.  Foram credenciadas 102 pessoas que participaram das discussões que aconteceram neste sábado, 28, no Instituto Federal de São Paulo – polo Itaquá. Além de elaborar propostas, o momento também serviu para a reativação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.  

Participaram a secretária da pasta, a primeira dama Joerly Nakashima, a dona Jô, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Asato, o secretário de Assuntos Institucionais, David Marques, o secretário adjunto de Desenvolvimento Social, Benny Iwao Tsugiyama, a esposa do vice-prefeito, Hilda Correa e as vereadoras Maria Aparecida da Fonseca, a Cidinha da Assistência Social, e Adriana Félix, a Adriana do Hospital.

Dona Jô fez um apanhado da história do feminismo no Brasil e o quanto ainda é preciso lutar para avançar no direito das mulheres. Por isso, reforçou a importância da realização da conferência como um espaço de discussão e de elaboração conjunta de propostas. “Estamos caminhando e cada vez mais conquistando nosso espaço. Mas, ainda é preciso mais. Temos de nos unir para continuar a atingir nossos objetivos”. 

A palestra do dia ficou por conta professora, jornalista e vereadora de São Paulo, Soninha Francine. Ela contou alguns casos de preconceito que ela mesma sofreu ao ingressar na política e quando trabalhou como comentarista esportiva. “Existem alguns elogios que são preconceituosos. Até para uma mulher ser bem sucedida ela tem que seguir um padrão”, disse. Soninha também fez um alerta sobre a construção das políticas públicas e a conquista dos direitos. “Precisamos de boas práticas e de uma mudança cultural”.

PROPOSTAS

Ao final das discussões foram apresentadas sugestões para serem implementadas no município. Entre elas: a possível criação de cotas nas empresas para as mulheres vítimas de violência doméstica; priorização de vagas em creches e escolas; qualificação permanente da equipe multiprofissional; implementação dos equipamentos que faltam na rede de enfrentamento às mulheres em situação de violência doméstica, como previsto na Política Nacional; criação de consórcios entre os municípios para cofinanciamento de serviços de abrigamento das vítimas; atenção à saúde psicológica da mulher, ações descentralizadas em parceria com educação, saúde, comércio local e empresas privadas, associações, entre outros. Também foi sugerido divulgar serviços públicos em atendimento à mulher vítima de violência; educar e desenvolver cultura de relação solidária, empática e de sororidade; realizar ações de prevenção na infância e envolver público masculino em ações educativas.

CONSELHO DA MULHER

Durante a Conferência foi oficialmente reativado o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Pelo poder público os representantes são: Joelma dos Santos Oliveira, Secretaria de Política para Mulheres; Suzi Tibúrcio, Secretaria de Cultura; Simone Patrícia Soares, Secretaria de Saúde; Erika Miller Santos, Desenvolvimento Social e Erivania El Kadri, Secretaria de Assuntos Jurídicos. Representando a sociedade civil: Débora Roberta Guimarães Simões, pelo segmento comércio; Mari Rivera, pela indústria; Cecília Keiko, pelo Rotary. Já na representatividade das entidades sociais estão: Maria José Pereira de Hungria, da Associação de Mulheres pela Moradia de Itaquaquecetuba e Maria Raimunda Souza, pela Plenária Social Beneficente das Associações de Itaquaquecetuba.