Hoje, 30, a Secretaria de Política para Mulheres esteve em reunião com funcionários do Cadastro Único (CadÚnico) e da Casa Aberta para capacitar esses profissionais para identificar possíveis vítimas de violência doméstica e encaminhar para o devido atendimento. Esta ação faz parte das atividades da pasta de conscientização e integração dos serviços existentes na cidade de apoio às mulheres.

A primeira dama e secretária de Política para Mulheres, Joerly Nakashima, a dona Jô, orientou a equipe sobre os equipamentos públicos referência para tratar cada tipo de caso e também colocou a própria secretaria à disposição para promover o encaminhamento. Conforme explicou a secretária, serviços como o CadÚnico e os cursos oferecidos pela Casa Aberta movimentam milhares de pessoas todos os meses e é preciso que os profissionais estejam preparados para identificar mulheres vítimas de violência. “Aqui as mulheres acabam se sentindo mais à vontade com os professores ou mesmo relatando seu dia dia e não podemos nos omitir diante dessas situações. Pode ser que uma mulher não queira mais participar das aulas ou venha escondida do marido e isso pode trazer à tona um cenário de violência”, descreveu.

A secretaria trouxe uma gama de material explicativo e também promoveu uma capacitação sobre a Lei Maria da Penha e a Lei do Minuto Seguinte (que prevê atendimento imediato na rede pública de saúde para casos de violência sexual sem a exigência de boletim de ocorrência). “Estamos fortalecendo a nossa rede para que a mulher seja bem atendida e encaminhada e que nossos serviços estejam funcionando como manda a lei”, afirmou dona Jô.

Entretanto, a secretária reforça o papel das políticas públicas é oferecer apoio, orientação, conscientização e condições para que a mulher saia de uma situação de violência a partir do seu próprio reconhecimento como vítima e o empoderamento para que ela possa ter uma vida feliz e sadia. “Nenhuma mulher é obrigada a oficializar uma denúncia contra seu companheiro, mas ela precisa saber dos seus direitos e que pode ter uma vida melhor”, considerou a primeira dama.